Esporte

Gaúchos do Crioula conquistam o título do Campeonato Brasileiro de Vela de Oceano, em Florianópolis

  • Terra -

A equipe Crioula 52, comandada por Eduardo Plass, conquistou, nesta sexta-feira, o título antecipado do Campeonato Brasileiro de Vela de Oceano da classe ORC, a mais prestigiada, que acontece durante a 33ª edição do Circuito Oceânico de Santa Catarina, realizado pelo Veleiros da Ilha, em Florianópolis (SC), com chancela da Associação Brasileira de Veleiros de Oceano, a ABVO.

A equipe do Veleiros do Sul, em Porto Alegre (RS), estreou o moderno barco modelo TP 52 e venceu todas as seis regatas disputadas até agora, inclusive as duas desta sexta-feira, de Barla-Sota. Ainda haverá mais uma regata neste sábado, mas com a possibilidade de um descarte do pior resultado, o veleiro já tem o troféu assegurado independente do resultado.

Samuel Albrecht, velejador que esteve em três olimpíadas, incluindo a última em Tóquio, no Japão, comemorou a conquista: "Semana muito boa. Gostamos de velejar aqui em Floripa e quando conseguimos ter bons resultados ficamos mais felizes ainda . Tripulação está de parabéns, trabalhou muito nessas últimas três semanas desde que recebemos o barco, a competição em Punta del Este, o transporte até o Brasil e essa semana aqui, trabalho em equipe. Sem eles nada disso teria sido possível", destacou Albrecht: "Chamamos algumas pessoas chave que nos ajudaram muito que já tinham alguma experiência e a tripulação base é muito dedicada. Antes mesmo de recebermos o barco já vinhamos estudando , nos preparando, distribuindo tarefas, fazendo reuniões para quando recebêssemos ele pudessemos estar o mais sincronizado possível. Isso tudo mostrou que fomos eficientes e velejamos muito bem aqui. Hoje foi um dia mais cinza, dia bom, mas difícil de velejar , bastante onda, vento começou mais forte, foi diminuindo, mas conseguimos superar essas condições climáticas e fazer um bom dia".

Enquanto o campeão está definido e receberá seu troféu no fim do dia deste sábado, o último de competições na capital catarinense, a disputa segue aberta pelos demais lugares no pódio no geral. O Ventaneiro 3, campeão de 2020 e veleiro do Iate Clube do Rio de Janeiro, chegou em segundo na sexta regata e segunda do dia e sustentou a segunda posição com 13 pontos perdidos contra 17 do Rudá Blue Seal , da Marina Supmar, no Guarujá (SP), que vem em terceiro com 17 pontos perdidos. O Índio, novo barco do Veleiros do Sul, é o quarto com 20.50 e o Xamã, do Iate Clube de Santos (SP), mas com tripulação de Ilhabela (SP), tem 22 e seguem correndo por fora na briga.

O campeão na classe BRA-RGS está definido com o barco local Garrotilho, do Veleiros da Ilha, levantando o caneco e com destaque para Júlio Cesar, de apenas 14 anos, filho de Marinheiro, membro do projeto social do clube de Jurerê e morador da Cachoeira do Bom Jesus, na capital catarinense: "Difícil, barco bem rápido, começamos ganhando no campeonato, depois foi só manter, foi divertido", disse o jovem que correu pela terceira vez de Vela de Oceano: "Estou aprendendo muito, faz muita diferença para meu futuro como velejador. Aprendi tática, olhar para fora, essas coisas". O menino agora foca na disputa de Optmist, a classe de entrada da Vela, onde tentará vaga no Campeonato Europeu.

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